A atual direção do Sindicato dos Metalúrgicos foi eleita nas eleições sindicais realizadas nos dias 08, 09 e 10 de junho de 2010. A apuração dos votos aconteceu no Clube de Campo do Sindicato na noite do dia 10.

Na ocasião, a CHAPA 1, representando a continuidade do trabalho que vem sendo realizado desde 1986, quando a primeira chapa de luta derrotou os pelegos, venceu as eleições com 2.382 votos contra os 867 votos da outra chapa que foi bancada pelos patrões. Com a vitória a CHAPA 1 tornou-se a 9ª direção de luta eleita pelos trabalhadores para dirigir o sindicato.

A vitória da chapa foi mais uma demonstração de luta dos metalúrgicos de Limeira e região que se colocaram em movimento para defender seu sindicato como um instrumento de organização e luta da categoria.

Os patrões já haviam montado uma chapa em 2007. Naquela eleição, a chapa patronal sabia que não tinha nenhuma chance eleitoral e participou do pleito tentando inviabiliza-lo para transformar a disputa em um processo jurídico. Foram derrotados, mas os empresários continuaram se utilizando dos pelegos para tentar dividir a base do Sindicato e tentar transformá-lo num instrumento manso aos seus interesses.

Nas eleições de 2010, quem desembarcou em Limeira para tentar cumprir essa tarefa foi a Força Sindical. Fizeram uma campanha milionária com outdoor’s espalhados pela cidade, propagandas diárias no rádio e na TV, mas nada disso adiantou. Mais uma vez os metalúrgicos disseram NÃO A PELEGADA e elegeram a CHAPA 1 para manter o Sindicato independente dos patrões e dos governos e continuar a luta pela manutenção e ampliação dos nossos direitos.

A direção empossada oficialmente no dia 04 de novembro conta com 22 dirigentes, dentre eles apenas dois integrantes (Wilson Cerqueira e José Carlos Pinto) estão na direção desde 1986, quando foi eleita a primeira direção cutista do sindicato. Os outros 20 dirigentes fizeram parte das chapas de lutas que foram montadas nas eleições posteriores. São novos dirigentes que representam a renovação necessária para fortalecer a luta da categoria.

A base territorial da entidade é composta por oito cidades (Limeira, Rio claro, Iracemápolis, Cordeirópolis, Santa Gretrudes, Ipeúna, Corumbataí e Itirapina). São mais de 20 mil trabalhadores metalúrgicos espalhados pelas diversas empresas de porte grande, médio e pequeno.


DIREÇÃO DO SINDICATO DOS METALÚRGICOS (TRIÊNIO 2010-2013)

Clarice Vieira Armbruster - Mahle Metal Leve

Trabalha na empresa há 13 anos. Está cumprindo seu quarto mandato como dirigente sindical. Tem desempenhado função determinante dentro da Metal Leve, sendo sempre atuante na resolução dos problemas dos trabalhadores e com participação ativa em todas as negociações junto à direção da empresa, principalmente com o fechamento de bons acordos de Participação nos Lucros ou Resultados.

Nivaldo Gonçalves Nunes – Burigotto

Trabalha na Burigotto há onze anos como montador. Exerce seu quarto mandato como diretor do Sindicato dos Metalúrgicos. Depois de liderar uma greve que foi desencadeada espontaneamente pelos trabalhadores, como forma de combater as péssimas condições de trabalho e a pressão desenfreada por mais produção, a Burigotto desrespeitou a lei e não permitiu o retorno do companheiro ao local de trabalho. O processo de reintegração aguarda decisão da justiça.

Valdeci Pedroso - Fischer

Trabalha na Fischer de Rio Claro há onze anos. Exerce a função de Operador de Corte A. Está cumprindo o quarto mandato como dirigente sindical. Tem sido uma voz ativa dos trabalhadores. Depois de contestar a atuação do médico da empresa, a Fischer tentou impor uma demissão por justa causa no companheiro. Mas, felizmente, a justiça do trabalhou não aceitou as alegações da empresa e exigiu seu retorno imediato ao trabalho, fazendo valer a garantia de emprego ao dirigente sindical.

João Donizete da Silva - Mecânica Edicar

Já trabalhou em várias fábricas da categoria e foi atuante na defesa dos interesses dos trabalhadores em todo processo de falência da Fundição da Rocco. Está exercendo seu quinto mandato sindical para dar seqüência em um trabalho permanente que vem sendo feito junto a categoria.

Valdemar Luis Novaes – TRW

Disputou sua primeira eleição em 1989. Trabalha na empresa há 24 anos. Lamentavelmente, a forte atuação do companheiro dentro e fora da fábrica, levou a TRW a desrespeitar o direito de organização no local de trabalho e a não aceitar mais a presença do companheiro dentro da fábrica. O processo continua aguardando a decisão judicial. Valdemar também tem atuação de destaque nos movimentos sociais.

Vera Alice Alves de Souza – GF

Trabalha na GF há 14 anos e exerce a função de auxiliar de montagem. Exerce seu quarto mandato. A dirigente acompanhou de perto todas as etapas da luta do sindicato para colocar fim ao processo irregular de terceirização imposto pela GF. O desfecho foi favorável ao sindicato e aos trabalhadores, fazendo a empresa pagar um valor importante para todos os prejudicados. Atualmente, a companheira tem o reconhecimento por sempre ter acreditado na vitória dos trabalhadores.

Francisco Paulo (Paulinho)- Invicta Vigorelli

É torneiro CNC na Invicta e está na empresa há doze anos. Foi demitido arbitrariamente depois de uma greve, ganhou o processo na Justiça e foi reintegrado. Atualmente está liberado e tem desenvolvido um importante trabalho na região de Rio Claro com mobilização e negociações permanentes em todas as fábricas.


José Carlos Pinto de Oliveira - Danferli Ltda

Participou da primeira chapa da CUT (1984) e desde então tem função de destaque como liderança sindical. Foi vereador pelo Partido dos Trabalhadores (2005-2008) e teve importante função na fiscalização dos atos e ações do poder executivo (prefeito), no que diz respeito ao gasto do dinheiro público. Foi autor do pedido da abertura de diversas CPI,s entre elas a CPI da Merenda, que veio a ser instalada somente em 2010. Atualmente exerce exclusivamente a atividade sindical, com trabalho permanente nas mobilizações da categoria, nas negociações junto aos sindicatos patronais e junto ás empresas.

Vicente Dias - Máquinas Furlan

Trabalha na empresa desde julho de 1991 na função de moldador. Vai exercer seu sexto mandato como dirigente sindical. O companheiro cumpre importante tarefa junto à empresa no trabalho de fiscalização e negociação dos direitos dos trabalhadores. Foi liberado várias vezes para ter uma atuação mais ampla na categoria e está sempre pronto para executar os trabalhos que lhes são designados.

Vilson R. do Nascimento (Indinho) - TRW

Trabalha na empresa há 24 anos e exerce a função de operador preparador. Foi cipeiro em duas oportunidades.Tem um importante trabalho junto aos movimento sociais. Vai cumprir seu sexto mandato como dirigente sindical. O companheiro é mais um dirigente que está sendo impedido pela TRW de continuar cumprindo com sua missão dentro da fábrica. O processo se encontra na justiça e pede sua reintegração imediata.

Ideraldo L. de Moraes - Invicta Vigorelli

Trabalha na empresa há 17 anos como Macheiro B1. Está em seu quarto mandato como dirigente sindical junto à categoria. Os trabalhadores têm o companheiro como um parceiro na luta permanente pela manutenção ampliação dos direitos trabalhistas. A Invicta está sempre pronta para cortar direitos conquistados na luta e, por isso, em diversas oportunidades, a greve foi o único caminho encontrado para resistir. Em todas as lutas a presença do dirigente foi sempre firme e decisiva.

Maria Lourenço da Silva – TRW

Trabalha na empresa desde 1982 e cumpri seu quinto mandato como dirigente sindical. Foi uma das primeiras mulheres a compor a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos. É uma dirigente sempre presente nas ações que acontecem na categoria e, como integrante da secretaria de cultura e lazer, tem participação ativa em todos as atividades que são desenvolvidas no Clube de Campo.

Vagner Gaijutis (Vagnão) - Machina Zaccaria

Vai exercer seu quinto mandato como dirigente do Sindicato. Trabalha na Zaccarias há 15 anos como funileiro industrial. Foi membro da Comissão de Fábrica e cipeiro mais votado da empresa. O companheiro sempre esteve próximo aos movimentos sociais, com forte presença na luta da Central de Movimentos Populares pela garantia de moradia digna para todos.

Wilson Nunes Cerqueira – Invicta

Foi a principal liderança de todo processo de formação da Oposição Sindical Metalúrgica (1984-1986). Depois da vitória contra os pelegos nas eleições de 1986, a atuação do companheiro o transformou em um importante dirigente da categoria e o lançou na tarefa de ampliar a sua atuação. Por coerência com sua posição classista, se filiou ao Partido dos Trabalhadores em 1988 e desde antão tem sido uma das principais lideranças políticas da cidade e da região. Disputou várias eleições, foi um dos vereadores mais atuantes na defesa dos trabalhadores na Câmara Municipal, mas nunca deixou para segundo plano o seu compromisso com a sua comunidade, mantendo-se sempre fiel a sua fé cristã com a atuação na Comunidade Lucas.

Aldo A. de Oliveira - DNP

Trabalha na DNP há nove anos. Participou ativamente de todas as lutas vitoriosas até novembro de 2008. O companheiro exerceu mandato como cipeiro combativo e sempre esteve atento as tentativas de ataque da empresa aos direitos dos trabalhadores.

Milton R. Svenson (Tadeu) - Iochpe-Maxion/Fumagalli

Trabalha há 15 anos na empresa exercendo a função é Preparador de Máquinas. Conhece bem os problemas dos trabalhadores da fábrica onde tem importante atuação como cipeiro combativo e de luta. Participou ativamente das últimas negociações de PLR, de pagamento da diferença de horas extras e tem sido um porta voz dos problemas gerais dos trabalhadores das três empresas: Maxion, Meritor e Faurecia.

Ana Lúcia L. do Carmo - Brascabos

Está na Brascabos desde agosto de 2004. Junto com as companheiras da empresa tem sofrido todos os tipos de violência no local de trabalho. Integra o Grupo Ler/Dort.

Elâine Cristina Crepaldi - Brascabos

Está na empresa há 14 anos e trabalha como Operadora de Produção. Integra o Grupo Ler/Dort. Já sabe como é enfrentar os problemas e será mais uma dirigente para fortalecer o time dos/as trabalhadores/as na luta contra as péssimas condições de trabalho.

Geraldo M. Menezes (GEGE) - TRW

Mesmo com a truculência da TRW, Gege demonstrou que não falta companheiro/a com coragem de lutar. Está na empresa desde novembro de 1995 e está na direção para reforçar o time na TRW, onde os problemas são muitos.

José Mauri G. Pinto (Mauri) - Stampline

Há três anos na empresa. Exerce a função de Operador de Guilhotina. Com coragem e determinação integrou a chapa 1 e está cumprindo seu primeiro mandato para representar os companheiros da fábrica e a categoria na luta para a manutenção e ampliação dos nossos direitos.

Laura Maria da S. Oliveira - Galzerano

Exerce a função de Costureira e trabalha há cinco anos na empresa. Sempre teve o respeito na fábrica por sua seriedade e combatividade na atuação como cipeira. É mais uma companheira para ampliar a representatividade das mulheres no sindicato

Matheus Antonio Gouveia - Newton

É operador de torno CNC e está há mais de dez anos na Newton. Sua seriedade diante do mandato como cipeiro credencia o companheiro para dar um passo adiante. Logo após sua eleição como integrante da CHAPA 1 para cumprir seu primeiro mandato como dirigente sindical mobilizou os companheiros da Newton para conquistar um bom reajuste no vale compra.

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