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INÍCIO DA CAMINHADA
Desde o começo da década de 1980, a luta dos
metalúrgicos de Limeira e Região é referência
para as pessoas que acreditam na possibilidade e necessidade
da existência de um sindicalismo classista, com compromisso
apenas com os interesses dos trabalhadores e com a construção
de uma sociedade socialista.
A entidade sindical é composta por oito cidades em
sua base territorial (Limeira, Rio Claro, Iracemápolis,
Cordeirópolis, Santa Gertrudes, Itirapina, Ipeúna,
Corumbataí) e é a maior categoria profissional
da região, sendo a mais importante economicamente,
com mais de 20 mil trabalhadores espalhados por fábricas
de diferentes produtos do setor metalúrgico: autopeças;
fundição; equipamentos rodoviários; máquinas,
eletroeletrônicos, trefilados etc.
A partir do início da década de 1980 surge de
forma ainda embrionária o trabalho que vai ter como
resultado o surgimento da Oposição Sindical
dos Metalúrgicos de Limeira e região, com um
grupo de trabalhadores que surge na Pastoral Operária
(Igreja Católica) e que tem como principal objetivo
achar saídas para a situação social,
política e econômica dos trabalhadores.
Com a iniciativa, até naquele momento de poucas pessoas,
são feitos contatos mais amplos para a troca de experiências
com grupos pastorais de outras cidades, principalmente de
Campinas, que passa a permitir a construção
de uma oposição sindical capaz de disputar o
espaço até então ocupado por pessoas
que não estavam preocupadas com a classe trabalhadora
e seus problemas.
Dentro deste contexto, está inserido o amadurecimento
do movimento sindical em todos os cantos do Brasil, com greves
lideradas por entidades sindicais que tinham dirigentes comprometidos
com a luta, entre elas os metalúrgicos do ABC, e por
outras oposições sindicais, principalmente o
Movimento da Oposição Sindical Metalúrgica
de São Paulo (MOSMSP) e a Oposição Metalúrgica
de Campinas.
Em Limeira, a Oposição Sindical Metalúrgica
chega às fábricas com a proposta da necessidade
de derrotar os pelegos e seu imobilismo e colocar em prática
a construção de um sindicalismo combativo, sem
as amarras da estrutura sindical imposta por Getúlio
Vargas.
O grupo cresce conforme cresce a capacitação
dos militantes que ajudam no trabalho de mapeamento e de formação
de outros trabalhadores que tinham potencial de consciência
para ajudar na disputa da direção do principal
sindicato da cidade e da região. Este grupo passa a
manifestar suas preocupações aos trabalhadores
de forma cada vez mais ampliada em reuniões que se
multiplicam pelos bairros, nas igrejas e em espaços
criados por militantes que já estão a frente
do processo de fortalecimento do jovem Partido dos Trabalhadores
(PT) na cidade. Em todos esses espaços crescia o sentimento
da necessidade de fortalecer o trabalho da Oposição
Sindical Metalúrgica e dessa forma o trabalho chega
às fábricas.
Continua.................> |