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DIA NACIONAL DE PARALISAÇÃO: Metalúrgicos protestam contra a terceirização

O Sindicato dos Metalúrgicos de Limeira, Rio Claro e Região, junto com os trabalhadores na Whirlpool (em Rio Claro), realizaram nesta manhã (15/04), uma manifestação contra o Projeto de Lei (PL) 4330, que autoriza a terceirização em atividade meio (serviço necessário, mas que não é a atividade principal da empresa) e atividades fim (atividade principal da empresa). Atualmente e infelizmente, a terceirização é permitida para atividades meio.

O PL, do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que pode ser aprovado na Câmara dos Deputados em breve, é mais uma perversidade para os trabalhadores. Por isso, a direção do Sindicato é contra a proposta, mas também é contra a PL 1.621/07 do deputado Vicentinho (PT-SP), que também permite a terceirização. Ou seja, esta direção é contra qualquer tipo de terceirização, independente da categoria, porque entende que terceirizar é precarizar o trabalho, é reduzir salários e direitos dos trabalhadores.

Trabalhadores de todo o país também estão realizando manifestações neste Dia Nacional de Paralisação contra a Terceirização.

 

 

Terceirização já existe com apoio de centrais pelegas e pode piorar

Assiste-se a terceirização acontecer com a conivência de sindicatos pelegos ligados a Força Sindical, CTB, UGT e a CUT. E quem foi demitido e recontratado pelas terceirizadas sofrem com a redução de salário e direitos. Como exemplo, têm-se os banqueiros que ao mesmo tempo em que ampliavam os caixas de autoatendimento, demitiam bancários e espalhavam os serviços nas lotéricas, supermercados, farmácias e etc. Os bancários se diminuíram nos bancos, mas se multiplicaram nestes lugares onde os trabalhadores tem a mesma função que o bancário, mas recebem salários menores e não tem os mesmos direitos. Enquanto isso, os banqueiros têm lucros recordes todos os anos.

A terceirização também chegou nos espaços públicos, nas escolas, no saneamento, na previdência, na saúde: nos hospitais do Brasil onde já há terceirização, os trabalhadores que exercem a mesma função, ou seja, enfermeiros, atendentes e médicos, são divididos em dezenas de categorias por serem contratados por empresas terceirizadas. Juntos no trabalho e separados na forma de contratação, os governos assim tentam dividir os trabalhadores e garantir mais lucros para as empresas privadas.

Por isso, estamos em luta não apenas esta semana. Mas a nossa luta contra a terceirização e consequência contra os trabalhadores é permanente. Já, a maior parte das centrais sindicais que disseram estar em luta nesta terça-feira (07/04) contra a aprovação do PL 4.330/04 aceitam e assinam acordos com os patrões concordando com a terceirização.

Lembrando que o Partido dos Trabalhadores (PT), que hoje está nas ruas se colocando contra este projeto de lei, se utiliza da terceirização de diversas formas: a maioria das refinarias da Petrobrás é formada por trabalhadores de empresas terceirizadas, as obras da copa também foram feitas por empresas que contratavam inúmeros trabalhadores terceirizados e “prestadores de serviços”. Além disso, há as organizações sociais, que de sociais só tem o nome, pois são utilizadas pelo governo para sucatear ainda mais os serviços públicos.

 

PORTANTO, A LUTA É CONTRA OS ATAQUES DOS PATRÕES E DOS GOVERNOS. MAS TAMBÉM É CONTRA OS PELEGOS QUE TENTAM SE DISFARÇAR.

A LUTA É CONTRA QUALQUER TIPO DE TERCEIRIZAÇÃO, POR MAIS DIREITOS E SALÁRIOS, EM DEFESA DA SAÚDE E DA VIDA DA CLASSE TRABALHADORA.