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CAMPANHA SALARIAL 2016: Metalúrgicos/as rejeitam propostas dos patrões e aprovam estado de greve

Companheiros/as, 
Em assembleia realizada no dia 24 de setembro, metalúrgicos e metalúrgicas da nossa região rejeitaram as propostas dos patrões de todos os grupos, que sequer cobrem a inflação.
As negociações estão muito difíceis e os patrões contam com a ajuda das centrais pelegas que jogam as nossas propostas lá para baixo, antecipando acordos rebaixados, de longa duração e parcelados, como acontece com as montadoras no ABC (base da CUT) e em outros locais.
Não vamos aceitar nenhum ataque aos nossos direitos. Por isso, aprovamos o estado de greve e vamos intensificar as nossas lutas nos locais de trabalho, cruzando os braços onde for preciso. Nossa luta é por 12,36% de aumento salarial e pela manutenção e ampliação das cláusulas sociais na nossa Convenção Coletiva de Trabalho.
 
 
É hora de intensificar a luta por aumento de salário e ampliação dos direitos
Atenção companheiros! Na mesa de negociações as conversas já começaram a emperrar. 
Por isso, o nosso Sindicato junto com o de Campinas, Santos e São José dos Campos faz um chamado a todos os trabalhadores da categoria para que comecem a intensificar as mobilizações nas fábricas. Temos que pressionar os patrões a aceitarem as nossas propostas.
E neste ano, além da proposta de aumento salarial, que é de 12,36% (9,62% de INPC + 2,5% aumento real), ainda estamos discutindo as cláusulas sociais da nossa Convenção Coletiva de Trabalho, e nós queremos a manutenção e a ampliação dos itens, como por exemplo, a estabilidade até a aposentadoria a todos os trabalhadores que sofrem com doenças ou acidentes de trabalho.
 
PROPOSTAS DE REAJUSTES DOS PATRÕES NÃO ATINGEM NEM A INFLAÇÃO
Nenhum dos grupos patronais fizeram propostas aceitáveis. O que eles colocam nas negociações não chegam nem perto de atingir a inflação e muitos deles ainda querem parcelar a mixaria que estão propondo.
Aliado aos patrões, o governo ainda propõe mais retirada dos nossos direitos com as reformas trabalhista e previdenciária. Além disso, querem ajudar os patrões a aumentarem os lucros possibilitando a terceirização de tudo.
Para impedir todos esses ataques e lutar por um salário melhor e pela manutenção e ampliação dos nossos direitos é preciso muita luta, é preciso GREVE! 
Firmes!