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CAMPANHA SALARIAL 2017: Agora é greve ou greve!

No último domingo (24/09), os metalúrgicos de Limeira, Rio Claro e região aprovaram, em assembleia na sede do Sindicato, o estado de greve neste período de Campanha Salarial. O estado de greve é uma resposta aos patrões que até o momento não apresentaram nenhuma proposta à categoria. A ausência de propostas é resultado de um cenário de extremo ataque aos direitos dos trabalhadores previstos na CLT duramente conquistados ao longo de quase um século, uma vez que a Reforma Trabalhista já foi aprovada e entra em vigor a partir de 11 de novembro deste ano.

Também parte deste cenário, antes mesmo da reforma trabalhista ser aprovada, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu uma liminar determinando que se as con­venções não forem renovadas, perderão o valor em sua íntegra, ou seja desde o dia 1º de setembro todas as garantias que tínhamos na Convenção Coletiva como o auxílio creche, adicional noturno de 50%, estabilidade para acidentados ou adoecidos pelo trabalho, proibição da terceirização, entre outros.

O grupo 3 (autopeças), que representa empresas como a TRW, Faurecia, Mastra e Maxion, quer alterar significativamente as cláusulas sociais da nossa Convenção Coletiva, entre elas, a que garante a estabilidade até a aposentadoria para o trabalhador adoecido ou acidentado pelo trabalho. Este grupo propõe que a estabilidade no emprego para estes trabalhadores seja de apenas 33 meses, sem efeito retroativo, ou seja, apenas para aqueles que comprovarem a lesão a partir da assinatura de uma nova Convenção.

Há grupos patronais que sinalizam acordos compostos pela manutenção da nossa Convenção Coletiva de Trabalho, mas um reajuste salarial baseado apenas no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que é de 1,73%.

Os patrões querem restringir outros direitos, como o de preservar o período previsto para se aposentar e reduzir o auxílio-creche apenas para trabalhadoras que apresentem um comprovante de pagamento de creche particular.

Portanto, não dá para ficar indiferente. Se não lutarmos agora para garantirmos o que temos, vamos amargar com maior arrocho salarial, endividamento e empregos sem garantias e direitos. Agora é greve, ou greve!

 

ESTAMOS LUTANDO POR...

·         Reajuste salarial de 9,20%;

·         cesta básica;

·         piso do Dieese (R$ 3.810,36);

·         estabilidade no emprego;

·         redução da jornada para 36 horas semanais;

·         proibição da terceirização; proibição de contratos temporários;

·         Plano de Cargos e Salários feito com acompanhamento do Sindicato;

·         licença-maternidade de um ano;

·         licença-paternidade de 30 dias;

·         proibição para que gestante trabalhe em ambiente insalubre;

·         a mulher vítima de violência doméstica terá direito à licença remunerada pelo prazo necessário à recuperação física e psicológica;

·         em fábricas sem creche, concessão de auxílio-creche para filhos de zero a seis anos.

·         delegados sindicais e comissões de fábrica com estabilidade e acompa­nhamento do sindicato na eleição.

·         homologações feitas no sindicato.