A coisa tá feia na Faurecia
Antes de acabar o ano, os companheiros da Faurecia resolveram meter a Boca no Trombone e denunciar uma série de problemas. Segundo eles, tem gente na fábrica que só está lá por ser parente do gerente. Vira e mexe a empresa fala em férias coletivas, mas não fala em dinheiro. A seleção dos novos contratados é uma verdadeira bagunça e as pessoas sequer são examinadas. O trabalhador tem cargo, mas não está registrado na carteira ou ocupa um cargo e faz outra coisa totalmente diferente. Tá na hora de fazer alguma coisa pra reverter essa situação.

Segundo os companheiros , o esquema de pressão começa com o vice-presidente Sr. Thomas. A coisa está tão feia que tem de gerente a operador pulando fora do barco e indo embora.

Corte de gastos
Na Faurecia estão cortando tudo. Na célula da CUMMINS, as pessoas são obrigadas a dar produção. No entanto, as máquinas e os dispositivos não funcionam. Quem paga o pato são os trabalhadores. Até o engenheiro desistiu e foi embora. Quando o trabalhador reclama de alguma coisa a desculpa é sempre a mesma: não tem verba. Mas e os milhões que estão sendo investidos no prédio novo?

Você fala muito!
O pior é que tem sempre os engraçadinhos para encher o saco da companheirada. Segundo os trabalhadores, apareceu um talzinho por lá, QUE FALA MUITO, mas faz POUCO. O moço já ficou conhecido como o GARGANTÃO. Dizem que na frente do supervisor ele é o tal, quando o homem vira as costas ele some e não resolve nada.

Bang-Bang
Até um tal CAWBOY apareceu na Faurecia. Dizem que o homem é um carrasco. Fica o tempo todo pegando no pé das pessoas e proíbe o trabalhador de sair da seção até para tomar um cafezinho. Tá na hora de armar uma emboscada pra toda essa gente.

Na nova fábrica
Na unidade nova só os chefes têm banheiro decente. A companheirada é obrigada a usar banheiro químico dentro do container. A comida é marmitex, tudo isso para manter a pressa na produção e o lucro do patrão. Um chefe vindo de Pinda fica pressionando o tempo todo. Ele chega ao absurdo de dizer que fazer hora extra é obrigação e quem não quiser é rua.

O caminho companheirada é continuar denunciando e já é hora de iniciar uma pressão junto com o sindicato na porta da fábrica. Do jeito que tá não pode continuar!

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